Estante

Agosto 20, 2008

Olha, enganei-me. Pus o Proudhon à frente do Proust e do Púchkin. Proudhon, peço desculpa, por ordem alfabética, fica atrás de Proust, sempre ficou. Por isso é o Púchkin que o António Quadros deve ter à coca na minha estante. Já não tem António Quadros que se chatear com o Proudhon a teimar que a propriedade é roubo. Só Puchkin, dizendo «Sou o bandido. Sou dono de mim mesmo», que não anda muito longe da premissa de Proudhon. Se ele é dono dele mesmo logo é ladrão. Lógico. Propriedade é roubo. Queremos todos ser ladrões, senhor Quadros, malandros e bonitos ao mesmo tempo. Uns, ladrões de si mesmos (que têm esses?), outros de outros, e outros ainda de coisas.

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